Instituto Ecosurf · Itanhaém, São Paulo
O litoral monitorado por quem mora nele.
Oceano na Escola é uma plataforma de Cultura Oceânica, ciência cidadã e monitoramento ambiental organizada a partir de escolas. A escola atua como núcleo local, os estudantes como mapeadores, e o mapa coletivo como instrumento de leitura e transformação do território.
Cinco verbos organizam o trabalho
São o escopo do projeto, e também o seu limite: funcionalidade que não couber em pelo menos um deles fica de fora da plataforma.
Mapear
Onde estão os problemas e as riquezas do território costeiro.
Investigar
Por que estão ali, e o que os mantém.
Monitorar
Se mudam com o tempo — e a série só existe se a escola voltar.
Compartilhar
Com a comunidade, a rede de escolas e o poder público.
Agir
Transformar leitura de território em intervenção.
Como funciona
- 1
A escola adota um trecho
Praia, restinga, foz, manguezal ou costão. A turma volta ao mesmo lugar, que é o que transforma uma visita em série histórica.
- 2
A saída de campo
Contagem por área — resíduos e microplásticos — usa ficha impressa, porque contagem sem esforço amostral registrado não vira densidade. Ocorrência pontual — entulho, esgoto, supressão de restinga, encalhe — nasce no celular, com GPS e foto, no ponto em que o estudante está.
- 3
De volta à sala
A turma transcreve as fichas e trabalha sobre o que mapeou. O dado passa por rascunho, enviado, revisado e validado antes de existir para o público.
- 4
O mapa da rede
Publicado, o dado entra no mapa coletivo e nos indicadores abertos, ao lado do das outras escolas. O território deixa de ser o pátio de uma escola e vira litoral monitorado.
O que é público, o que é protegido
Não existe conta de aluno.As contas são de escola, turma e classe. Quem está autenticado no aparelho é sempre o professor, mesmo quando o celular é do estudante. Nome de estudante não aparece em página pública, e as fotos são registro coletivo da turma.
A coordenada segue duas regras, não uma.Onde a turma percorreu o trecho aparece somado em células de 100 metros, e a célula só é publicada a partir de três unidades amostrais: essa coordenada diz onde as crianças estiveram, e continua protegida. Já a ocorrência ambiental — o ponto de esgoto, o entulho, a supressão de restinga — aparece no lugar exato em que está, porque descreve o território e não a turma. Um problema ambiental que não se pode apontar não se pode cobrar.
Toda foto passa por três portas.Curadoria do professor, escola publicada e termo de uso de imagem confirmado. Faltando uma, a imagem não aparece. A galeria e as fotos de ocorrência ficam fora dos buscadores, e famílias podem pedir a remoção de uma imagem sem precisar de conta.
O Instituto Ecosurf é o controlador dos dados. Cada escola participante assina termo de parceria, termo de responsabilidade sobre os alunos e termo de uso de imagem.
Quem faz o quê
Professor
Cadastra a escola e a turma, cria expedições, registra em campo, transcreve, cura a galeria e publica.
Coordenação escolar
Acompanha as turmas da escola e faz curadoria das imagens.
Coordenação municipal
Acompanha várias escolas do município.
Pesquisador
Consulta e exporta os dados da rede.
Instituto Ecosurf
Gestão da rede e validação técnica junto ao professor.
Ver o mapa
O território como está hoje
As escolas da rede
Quem monitora o quê
Dados abertos
Indicadores por município
